Entrevista com a Administração

Como caracteriza a actual conjuntura económica do sector gráfico?

Como caracteriza a actual conjuntura económica do sector gráfico?

Todos sabemos que estamos a atravessar tempos difíceis e o sector gráfico não é excepção. Não é fácil para as empresas fazerem frente a esta conjuntura, mas seja no sector gráfico ou noutro sector qualquer, as boas empresas têm sempre lugar.

A verdade é que tentamos ver oportunidades em tudo, mesmo nas situações menos favoráveis e por isso acreditamos que este é o momento certo para crescer e melhor. Não devemos estar muito longe da verdade porque se formos a ver, tem resultado bastante bem até agora (risos).

A Organi apostou recentemente numa forte componente de comunicação. O que levou a essa decisão?

Mais uma vez trata-se de tentar fazer sempre melhor. A Organi tem vindo a crescer a um ritmo bastante favorável e constante. Entendemos que era pertinente passar essa imagem para fora, para os nossos públicos. Tomamos também a decisão de estar mais próximo dos nossos clientes, e de potenciais clientes.

Trabalhamos há vários anos com grandes empresas ligadas à comunicação e ao design e sabemos que quem não comunica não existe. E tendo tantas coisas boas para dizer e para mostrar esse era o caminho evidente a seguir.

A evolução da empresa tem obtido o reconhecimento dos clientes e dos mercados?

Felizmente não são raras as mensagens de parabéns que recebemos. Estamos bastante satisfeitos com a imagem que transmitimos e é sempre bom ver no dia-a-dia que o mercado nos conhece e tem uma boa percepção da nossa empresa e do nosso trabalho.

Sempre tivemos uma postura de valorizar o cliente e de prestar um serviço de elevada qualidade a todos os níveis, a começar pelo preço. Mas não só. A nossa forma de estar assenta no cumprimento de prazos; no prometemos, fazemos; no reconhecimento constante; numa logística eficiente e isso é algo que não passa despercebido.

O mercado entende que procuramos ser competitivos em termos de preços mas nunca, mas mesmo nunca, retiramos à qualidade e ao serviço.

Como é que conseguem isso?

Em primeiro lugar porque temos uma gestão muito eficaz, muito rigorosa. Depois, porque temos uma elevada produtividade em termos de equipamentos e também porque contamos com uma equipa de trabalho bem gerida, motivada, experiente, competente e trabalhadora.

Todos os meses identificamos na empresa áreas onde podemos actuar de forma a reduzir custos e aumentar a produtividade. A utilização das novas tecnologias como a internet, o e-mail ou a gestão da produção informatizada, por exemplo, aumentou-nos em cerca de 40% a capacidade de trabalho.

São coisas como estas que nos permitem manter o elevado volume de trabalho: uma gestão rigorosa e eficiente, um bom aproveitamento dos nossos recursos, e trabalho, muito trabalho.

Recursos humanos, equipamentos, serviço… O que é mais valorizado pela Organi?

Não é sequer possível escolher. Nenhuma das áreas pode ser considerada menos importante. Se uma é negligenciada todas as outras sofrem. De que vale ter um equipamento topo de gama sem ninguém que saiba trabalhar com ele? Ou um atendimento excelente se depois não há capacidade de resposta?

Somos uma empresa de serviço completo e isso significa que todas as áreas, todos os sectores, todos os pormenores são importantes. Não se pode roubar a um para melhorar outro, têm que se criar as condições para que todas as áreas estejam no seu melhor, sem excepção.

O que torna a Organi diferente das outras gráficas?

Na nossa actividade, na gestão da empresa, não olhamos para a concorrência local nem nos preocupamos com isso porque há trabalho para todos.

O que fazemos é olhar para o que de melhor se faz a nível mundial no nosso sector e nos negócios em geral e implementar as melhores práticas para bem da Organi e dos clientes que a empresa tem e que espera ter no futuro.

Por isso orgulhamo-nos de ser uma empresa com competitividade, com uma logística eficiente, com qualidade, com uma boa imagem… Isso é o que achamos que todas as empresas devem ser.

Quais os objectivos estratégicos? Perspectivas para o futuro?

Estamos em fase de reforço da presença da empresa nas regiões centro e sul do país. Temos vindo a ganhar muitos novos clientes nestas zonas e por isso vamos continuar a apostar nestes mercados.

Também estamos bastante interessados no mercado externo visto que já temos um forte know-how a este nível. Já trabalhamos há alguns anos com empresas estrangeiras e para nós reforçar esta vertente é muito importante.

Da mesma forma, também estamos a equacionar a entrada em áreas de negócio conexas àquilo que podemos chamar de serviço tradicional de uma gráfica.

Vamos trabalhar para continuar o progresso, para continuar a crescer e a evoluir. Sempre.

voltar